domingo, 22 de março de 2015

Uma mensagem de paz e liberdade

Asas Asas Sempre Asas



Sonhei redigir à humanidade

uma mensagem de paz e liberdade

para fixar no portal de suas casas!...

Na rima, no verso, fracassou meu desempenho,

disse tudo o que queria num desenho...

de um pombo branco a exibir as asas!





ASAS ASAS SEMPRE ASAS


Tomei um avião no aeroporto,

além do luxo, a beleza e o conforto

a chegada sempre se apraza!...

Tinha só o que era bom na minha frente,

eis que através da janela, de repente

o brilho reluzente de uma asa!




ASAS ASAS SEMPRE ASAS


Afastou-me da janela a comissária,

com lanche e a bebida necessária

para minimizar a aerofobia que me arrasa.

Pensei que esqueceria o que via na janela

mas vi no peito da mulher tão bela

bordada a figura de uma asa!




ASAS ASAS SEMPRE ASAS


Em pensamento conclui naquele instante

o que preconizava ao semelhante:

o fim do ódio, do egoísmo que do homem vaza

e que no meu peito não encontra abrigo!

A paz naquele instante passeava comigo,

na simples figura de uma asa!




ASAS ASAS SEMPRE ASAS



Moacyr Ayres da Siqueira


Ressuscita senhor... na vida daquele que sofre!...

Ressureição




Ressuscita Senhor... ressuscita!...

Para aquele que ainda acredita

que morreste verdadeiramente...

e que não sabe que vives presente

num clima de amor e de bondade...

e és a luz eterna da humanidade!




Ressuscita senhor... na vida daquele que sofre!...

Na consciência de quem tem num cofre

a fortuna por felicidade;

onde é gritante a desigualdade

nos níveis das classes sociais,

que perduram por simples capricho pessoais!




RESSUSCITA SENHOR...



Ressuscita! És Tu nosso grande salvador,

volta a ensinar paz e amor;

a unificar credos, cores e raças,

porque tudo que pregaste às massas

a humanidade jogou no esquecimento...

eis o motivo de tanto sofrimento!




RESSUSCITA SENHOR...



Na alma, na consciência dos errantes!

Ressuscita para certos governantes

que eleitos com os votos da pobreza

ganham poderes e títulos de nobreza

mas esquecem o eleitorado e seu clamor ardente,

gesto que Te crucifica novamente!...




Porque o egoísmo é o cravo que Te fura a mão!...

O ódio, a lança que Te parte o coração

e a ganância, o cravo que Te fura os pés,

coisas daqueles que não entendem bem quem és,

nem mesmo Tua palavra tão bendita!

Senhor... ressuscita Senhor, RESSUSCITA!




Moacyr Ayres da Siqueira

e, no terceiro dia após a morte, Cristo volta à vida!

Crença e Descrença



Páscoa... marco maior do Cristianismo!...

Mas também o marco cruel do barbarismo

e da pobreza espiritual do ser humano!

Torturaram, mataram pregado em uma cruz,

descrentes da palavra de Jesus,

Filho de nosso Pai Supremo e Soberano!


Descrença, ah, pura descrença,

Executaram com frieza uma sentença

que por Cristo já era conhecida

por tratar-se de um Plano Superior.

Escureceu, o chão sofreu tremor

e, no terceiro dia após a morte, Cristo volta à vida!


Hoje, a descrença ainda desencanta,

em nome de uma tal ¨guerra santa¨

disfarçam o egoísmo em longa prece

e naquela mesma tão sagrada ¨terra¨,

transformam oração em guerra!...

E a humanidade inteira é que padece!


Crendo em Cristo, nos livraremos das pragas!...

Mas crendo sem necessitar tocar as chagas,

assim como fizera São Tomé!

Creiam Nele de todo coração,

nos moldes do Velho Abraão,

eterno símbolo da fé!!!


Moacyr Ayres da Siqueira

domingo, 8 de março de 2015

Lei, preceito que deriva do poder legislativo...

Leis e Lei




Lei, preceito que deriva do poder legislativo...

é obrigação imposta depois de muito trabalhada

ou por medida provisória, a canetada...

e o honesto é sempre seu cativo!



Leis, são tantas... uma infinidade

que todas, jamais alguém soube de cor,

seria a vida bem melhor

com menos leis, porém com qualidade.



Estudaram, trabalharam uma constituição

e o mesmo cidadão que a trabalhou,

rasgou, arremessou, deu um show

de desrespeito à lei e ao cidadão!



Espelhem-se na lei divina, por favor!...

Que serve há dois mil anos sem retoques...

ponham Jesus Cristo em seus enfoques

e copiem as leis do Mestre Salvador!



Será que o Salvador pregou a esmo

quando mencionou sua sagrada lei aos fariseus?...

¨Sobre todas as coisas, Ama a Deus¨

¨E a teu próximo como a ti mesmo!¨



É triste a inobservância deste artigo

que sobrepõe-se a qualquer lei do ser humano...

o Legislador Supremo e Soberano

legislou de Amigo para Amigo!”




Moacyr Ayres da Siqueira


Onde estiver BARBOSA LESSA!!!

Percepção  Indesejada



Mateava cedo e solito

na beirada do fogão,

bombeava nele um tissão

que fosse vivo e bonito

para acender o palheiro...

mas nem mexi no braseiro

porque ouvi no terreiro

aquele estridente grito

triste e muito esquisito

do sentinela fiel

que fez do campo quartel!...

E seu grito lembrou rima:

¨QUERO- QUERO GRITOU LÁ EM CIMA¨!




Não creio em assombração!...

Mas nem vi cair da mão

o cigarro ainda apagado,

ah se eu fosse assustado!...

Prenunciava uma desgraça;

o fogo ficou manheiro

e desprendia fumaça

de escurecer o galpão;

apertava o chimarrão

e a guampa estava vazia!...

Mas entre a fumaça eu via

cantando com muito anseio...

¨O NEGRINHO DO PASTOREIO¨




Um chasque esclareceu tudo:

um ¨poeta macanudo¨

esteio da tradição

trocava de invernada!...

mas deixava o coração...

obedecia a chamada

do nosso ¨Pai Soberano¨!...

Mas enquanto existir ¨MINUANO¨

e o canto do ¨NEGRINHO¨,

um ¨QUERO-QUERO¨ no ninho,

faço aqui uma promessa

e certamente a cumprirei:

Jamais te esquecerei

MEU VELHO BARBOSA LESSA!!!




Moacyr Ayres da Siqueira

11-3-2002

Eterno de amor e vida!


Mulher 



És sinônimo eterno de amor e vida!...

Procria, ensina e trabalha

com uma discriminação tão falha

que jamais passará despercebida.

Universalmente, és mulher reconhecida

como criatura que luta e que batalha

e sinônimo eterno de amor e vida!

Parabéns por mais este dia da mulher.


Moacyr Ayres da Siqueira

domingo, 1 de março de 2015

Uma serpente atrevida

A Solidão




A solidão extermina

todo e qualquer ser humano,

por isso o “Pai Soberano”

numa atitude divina,

se aligerou e fez a china

da costela de um mundano

tirando Adão das trevas

com os encantos das Evas.



Uma serpente atrevida

lhes deu maçã de presente,

o casal passou o dente

por isso estou nesta vida

com a imperceptível sequela

por ter dado uma costela

para obra do “Senhor”...

símbolo eterno do amor!






Moacyr Ayres da Siqueira







Um bom espelho

Vaidade Unilateral




O homem é muito exigente

com a beleza feminina!...

Tem que ter cintura fina

peitos firmes e pra frente

e o bumbum arrebitado!...

Mas descobre que é um coitado

quando abre seu casaco

e a pança cai sobre o cinto

ai sente que é um fraco

que há muito não vê o pinto

nem enxerga o próprio saco...

só se seguir meu conselho;

o de comprar um bom espelho!






Moacyr Ayres da Siqueira

Galeria de Imagens 4

Pessoas que a Vida me aproximou





Amigos e Amigas que prestigiaram minha posse na Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves





Já não faço mais feijoadas como antigamente, falta o suporte técnico do amigo Milton Marques




sábado, 10 de janeiro de 2015

Picanha não mata ninguém


PASSAGEM DE ANO (1995-1996)
 
Na cobertura do Rogerio...




Graças ao Pai soberano,
atravessei mais um ano
mateando e tomando trago!...
Levei a vida na manha
saboreando uma picanha
ao modo xucro do pago;
com farinha e aipim,
coisas que Deus deu pra mim
para espichar minha vida
e deixar bem mais comprida
que sermão de ‘Padre gago”.

Hoje o negócio é mais sério,
é no “ rancho do Rogerio”
que acaba o noventa e cinco,
a festa cai como um brinco
e a gente tira o chapéu,
por ser na beira do asfalto
e num prédio muito alto
sinto-me perto do céu!...

E que Deus ouça minha voz
e dê uma olhada em nós
agora em noventa e seis,
eu confesso pra vocês
neste verso xucro e rude
que dinheiro não faz mal,
mas arranjo ao natural
se Ele me der saúde.

Seu Milton... vai uma pista,
a picanha que tenho em vista
é coisa pra o ano que vem;
é lá pelo Parque Schen
e quem quiser que se encoste
e depois levante um poste
pra picanha descer bem!...
Picanha não mata ninguém.

Perdão se falei asneira,
é que a vida é traiçoeira
por isso apego-me a Deus!...
e são os desejos meus
que Deus benza nossa trilha;
caminhos tortos da vida
e mantenha sempre unida
esta pequena Família!

Moacyr Ayres da Siqueira 
 31-12-1995

Quero receber pessoalmente!


Devolução





Devolveste-me o anel via correio

e a aliança, símbolo do amor perfeito!...

Esta cruel devolução, eu não aceito,

Recebo, mas continuo a sofrer o meu anseio

na espera da total devolução

das coisas que te dei de coração!...

E o coração quando nos manda é lei!...

Devolve-me os beijos e os abraços que te dei

com o recíproco calor que dominava a gente!...

Esta devolução... quero receber pessoalmente!




Moacyr Ayres da Siqueira


Flagelo Faz Quarenta Anos!

Galeria de Fotos




Bairro Rio Branco - Canoas
Última enchente (antes do dique)
















Hugo Ayres da Siqueira no remo; Adão Fonseca de Quadros; Nei Yung; Moacyr Ayres da Siqueira no timão








































*


Flagelo faz 40 anos



Quem não viu não acredita
que esta zona tão bonita,
com as ruas asfaltadas,
com árvores nas calçadas
foi sinônimo de tortura!...
aqui, qualquer criatura
dormia sobressaltada
porque a água era malvada;
impiedosa, cruel e fria
e surpreendia quem dormia!

Morou num vagão de trem
muita gente flagelada!...
Na Igreja Imaculada,
que só praticou o bem,
tornou-se abrigo também
daquela gente sofrida;
era amor, casa e comida
mais as preces do Vigário,
do grande “Padre Lotário”
à “Virgem”, por melhor vida!

Até que o Prefeito Lagranha,
com o Padre e outros mais,
trouxeram aos nossos quintais
numa grandiosa façanha
o Presidente do país
que num decreto feliz
mandou construir o dique ...
graças à Virgem Maria!...
E a partir deste dia
o bairro feio ficou chique!

Molhado, mas com coragem,
fiz esta reportagem
nesta parte da cidade
e deixo à posteridade!...
Quero que fiquem por chagas
àqueles que não tem fé;
não viram aquelas pragas
e não crêem no que digo!...
Sejam o meu São Tomé!...
Toquem nas fotos deste amigo!


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Era assim a professora do Amadeu

Coisas da Picuxa



É notório meu sistema
de começar um poema
com termos de povoeiro...
é que trato o dia inteiro
com gente de muito estudo,
gente que porta canudo
conquistado em faculdade,
daí a necessidade
de afinar meu palavreado!


Mas nunca termino assim,
sempre do meio pra o fim
eu vacilo e deixo furo!...
Brota em mim o “pelo duro”,
pampeano, original,
que se mata e não se afina,
e falando ao natural
faço um verso “bem bagual”,
xucro da cola à crina!


Sou bem cru, não fui polido...
mas sendo demais vivido
não encontro o que  me “enrasque”,
eu leio, preparo um xasque
e muito polido  estranha
este feitio de poeta
que consegui na campanha
numa escolinha gaúcha
aprendendo na “seleta”
da professora Picuxa.


Trago vivo na memória
o ranger dos seus chinelos,
o bolo da palmatória
e uma vara de marmelo
que clareava a inteligência
e botava o quebra no eixo
se as vezes torço o queixo
em direção da querência
num  linguajar de estância,
perdoem os da cidade
é um relincho de saudade
lembrando a felicidade
que vivi na minha infância!

                                    Moacyr Ayres da Siqueira

Galeria de Imagens 3

Pessoas que a Poesia me aproximou




Casa do Poeta Rio-Grandense
Bar Temático Se Acaso Você Chegasse
Homenagem à Carmem Silva
Eu, Maria da Graça Steffani, Carmem Silva e Nelson Fachinelli



Casa do Poeta Rio-Grandense
Bar Temático Se Acaso Você Chegasse
2002
Meu reencontro com Plauto Cruz (maior flautista do RS)


Casa do Poeta Rio-Grandense
Bar Temático Se Acaso Você Chegasse
Rui Cardoso Nunes (grande poeta tradicionalista autor do Dicionário Gauchesco)



Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves
Câmara de Vereadores de Porto Alegre
Minha posse na cadeira 34 cujo patrono é Jayme Caetano Braun

Galeria de Imagens 2

Autografando






Feira do Livro de Porto Alegre / 2005
Casa do Poeta Rio-Grandense
Antologia




Feira do Livro de Porto Alegre / 2007
Casa do Poeta de Canoas
III Coletânea




Feira do Livro de Porto Alegre / 2007
Casa do Poeta de Canoas
III Coletânea






Casa do Poeta de Canoas